Os trabalhadores das empresas terceirizadas realizaram uma vigília de duas horas na manhã do dia 22 de janeiro, data em que foi realizada a segunda rodada de negociação com o Sindprel (Sindicato Patronal). Durante a reunião, dezenas de trabalhadores permaneceram mobilizados e à espera dos resultados da reunião. O movimento surpreendeu as empresas, que tentaram interromper a vigília e até impedir a manifestação dos trabalhadores, sem sucesso.
Numa clara demonstração de intransigência, as empresas terceirizadas da Coelce se recusaram a negociar durante a vigília. Um novo encontro foi agendado para a última segunda-feira, dia 25, quando as empresas apresentaram a proposta de reajuste salarial que considera apenas 4,11% para todos os pisos. A única exceção é o piso inicial, que terá o mesmo valor do Salário Mínimo - com isso, o piso salarial mínimo da categoria ficaria em R$ 510,00. Para o segundo ano do acordo (2011), não foi apresentada uma proposta de reajuste salarial.
Para todas as demais cláusulas (inclusive as que tratam da Assistência Médica e Vale Alimentação), as empresas não apresentaram propostas de melhoria para este ano, o que não só desrespeita, mas também frustra as expectativas de toda a categoria, que espera recuperar as perdas dos últimos anos frente ao salário mínimo. No caso do Vale-Alimentação, não houve proposta de reajuste para o primeiro ano, e a proposta das empresas é que os trabalhadores continuem a receber os vales no valor de R$ 6,80. No segundo ano (2011), o valor proposto foi de R$ 7,00, o que representa um reajuste insignificante frente à reivindicação dos trabalhadores, que é obter um tíquete no valor de R$ 12,00 já este ano. Para o segundo ano, nossa proposta é de um tíquete de R$ 15,00.
A próxima reunião está agendada para o dia 1º de fevereiro, a partir das 14h30. Para este próximo encontro, as empresas solicitaram uma contra-proposta do Sindeletro, mas Sindicato já afirmou que, diante de um reajuste tão tímido como o colocado, será impossível pensarmos em uma alternativa imediata, já que nenhum avanço foi obtido nas negociações. Mesmo assim, o Sindeletro irá discutir a proposta na base, com a categoria. Os trabalhadores devem permanecer atentos ao processo de construção da nossa CCT, e estar conscientes de que nós estamos apenas exigindo das empresas que reconheçam a nossa importância dentro da categoria dos eletricitários.
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